CICLISMO PARA QUE TE QUERO

Não tem muito tempo resolvi perder meu medo de andar de bicicleta pelas ruas da minha cidade, por conta dos carros, ônibus, etc. Meu marido já era adepto dessa onda de vida saudável, que é também muito sustentável e para TODAS as idades.

Que sensação gostosa!!! E o melhor é que fazemos isso em família.

Andar de bicicleta, definitivamente, tem muito mais benefícios do que imaginamos. Não é a toa que diversos países do dito “1º Mundo” são defensores desse meio de transporte. Ela torna não só a nossa vida mais saudável, mas também deixa a nossa cidade mais bonita, com menos monóxido de carbono e outros gases tóxicos, menos poluição sonora…

Você troca o estresse do trânsito, engarrafamentos eternos, por um meio de transporte que lhe proporciona bem-estar, reflexão, prazer, saúde… Quando vejo o bicicletario das Barcas S/A cheio, confesso que fico muito feliz! E imagino todos os quarteirões da cidade com pequenos bicicletarios de rua.

Pesquisei na internet os países adeptos a este gostoso e saudável hábito (logo, nem tudo que é gostoso engorda rs) e encontrei uma lista de 15 cidades ao redor do nosso Planeta Verde no site da revista Exame (https://exame.abril.com.br/mundo/as-15-melhores-cidades-do-mundo-para-andar-de-bicicleta/ ):

  1. Copenhague, Dinamarca;
  2. Amsterdã, Holanda;
  3. Utrecht, Holanda;
  4. Estrasburgo, França;
  5. Eindhoven, Holanda;
  6. Malmö, Suécia;
  7. Nantes, França;
  8. Bordeaux, França;
  9. Antuérpia, Bélgica;
  10. Sevilha, França;
  11. Barcelona, Espanha;
  12. Berlim, Alemanhã;
  13. Ljubljana, Eslovênia;
  14. Buenos Aires, Argentina;
  15. Dublin, Irlanda.

No Brasil, a mesma revista elencou 10 cidades: Rio de Janeiro; Belo Horizonte; Brasília; Curitiba; São Paulo; Aracaju; Florianópolis, Fortaleza, Manaus, Recife. Só que eu vou acrescentar mais uma, desculpe-me Revista Exame: Niterói. Pois também quero ver minha linda cidade sendo cada vez mais sustentável.

E os benefícios? Nossa! São tantos….

Além dos benefícios já citados, existem muitos outros, como:

  • Previne acidentes vasculares cerebrais;
  • Ataques cardíacos;
  • Depressão;
  • Diabetes;
  • Obesidade;
  • Artrite;
  • Diminuição do risco de alguns cânceres;
  • Controla a pressão arterial;
  • Melhora a circulação sanguinea;
  • Estimula o sistema imunológico;
  • Trabalho muscular;
  • Interação Familiar;
  • Autonomia;
  • Baixo Custo;
  • Diminui a emissão de gases tóxicos;
  • Diminui a poluição sonora;
  • Aumenta o espaço para pedestres;
  • É um produto de fácil reciclagem;
  • Fácil de estacionar;
  • Melhora a interação com o meio ambiente;
  • Diminui a dependência da gasolina;
  • Diminui o trânsito.

Não tem aquele dito popular “quem aprende a andar de bicicleta nunca esquece”?! Então, posso dizer que é verdade! E quando verificamos o tanto de benefícios que isso proporciona… Não tem como não querer voltar ou começar a praticar esta atividade física, nem que seja para um passeio em família!!! Este, com certeza, é um dos melhores hábitos a transmitir aos nossos filhos!

Espero que essa novidade à vida da minha família tenha estimulado vocês a aderirem a ideia!

Paz e Bem! 💚♻️✌🌍

 

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LEI 9795/99

O que é educação? Como podemos defini-la? Qual é a definição de Educar? Palavras tão corriqueiras em nossa vida…

Educar é um verbo transitivo direto que significa transmitir conhecimento a alguém; dar ou oferecer a alguém conhecimentos e atenção especial para que possa se desenvolver suas capacidades intelectuais, morais e físicas. Essa troca de conhecimento ocorre desde que nascemos e ocorre de maneira formal, não-formal, informal e incidental.

A Educação Formal é aquela que ocorre nas instituições escolares tradicionais e Não-Formal são as iniciativas de programas educativos. As demais ocorrem no decorrer de nossa trajetória, no cotidiano.

A Educação Ambiental possui diversas definições.

Nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Ambiental, em seu artigo 2º diz que

“A Educação Ambiental é uma dimensão da educação, é atividade intencional da prática social, que deve imprimir ao desenvolvimento individual um caráter social em sua natureza e com os outros seres humanos, visando potencializar essa atividade humana com a finalidade de torná-la plena de prática social e de ética ambiental.”

A Lei 9795/1999, em seu Artigo 1º, define Educação Ambiental:

“Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.”

Completa, ainda, no Artigo 2º que a educação ambiental é um componente permanente da educação nacional, devendo estar presente de forma articulada, em todos os níveis e modalidades educacionais, tanto em caráter formal como não-formal.

 

PRINCÍPIOS E OBJETIVOS

Os Princípios Básicos e Objetivos Fundamentais estabelecidos pela Lei 9795/99 têm como função nortear a aplicação da Lei para que atinja seu objetivo principal. No caso da educação ambiental, têm como finalidade a conservação do meio ambiente, que é fundamental para uma qualidade de vida saudável e sua sustentabilidade, estar disponível a todos, sem discriminações e de maneira ser contínua e permanente.

Em seus princípios básicos, a referida lei ressalta, dentre outras coisas, que o enfoque a ser dado tem que ser de maneira humanista, holística, democrática e participativa, sua abordagem deverá ser inter, multi e transdisciplinaridade, de maneira articuladas às questões locais, regionais e globais, vinculando a ética com a educação, o trabalho e as práticas sociais.

Os objetivos fundamentais, em suma, da democratização das informações ambientais, da consciência da problemática ambiental, da integração entre ciência e tecnologia e do fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade. Deixa claro a que deve haver um estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social, inclusive com a cooperação entre regiões do país para a construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada.

 

POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A Política Nacional de Educação Ambiental foi criada para regulamentar a Educação Ambiental de maneira Formal e Não-Formal, garantindo assim, a construção de uma sociedade ambientalmente consciente e ativa.

São responsáveis pela sua execução:

  • Órgãos e Entidades do SISNAMA (Sistema Nacional de Meio Ambiente);
  • Instituições Educacionais Públicas e Privadas;
  • Órgãos Públicos;
  • ONG’s com atuação em Educação Ambiental.

 

Fazem parte da educação Formal e Não-Formal:

  • Educação infantil;
  • Ensino Fundamental;
  • Ensino Médio;
  • Educação Profissional;
  • Educação Especial;
  • Educação de Jovens e Adultos.

Suas linhas de atuação estão inter-relacionados com a capacitação de recursos humanos; desenvolvimento de estudos, pesquisas e experimentações; produção e divulgação de material educativo; acompanhamento e avaliação.

Com relação à educação formal, ela ressalta que nas instituições Educacionais, a Educação Ambiental deve ser tratada de maneira integrada, inter; multi e transdisciplinarmente, conforme já exposto em seus princípios básicos. Portanto, não é para ser criada uma matéria específica, a menos que seja curso de pós-graduação e extensão e outros relacionados à área específica e havendo necessidade, é facultada a criação da disciplina.

Os professores em todos os níveis e disciplinas também estão resguardos pela referida legislação ao prever que eles deverão sair das universidades com essa base teórica e, para aqueles já em atividade, deverá ser oferecida uma formação complementar.

A Educação Não-Formal tem como responsável pela sua execução o Poder Público. E ele faz isso com a difusão de ideias através de programas e campanhas educativas, desenvolvimento de programas em parceria com escolas, universidades e ONG’s, sensibilização da sociedade, ecoturismo.

Suas linhas de atuação estão inter-relacionados com a capacitação de recursos humanos; desenvolvimento de estudos, pesquisas e experimentações; produção e divulgação de material educativo; acompanhamento e avaliação.

Com relação à educação formal, ela ressalta que nas instituições Educacionais, a Educação Ambiental deve ser tratada de maneira integrada, inter; multi e transdisciplinarmente, conforme já exposto em seus princípios básicos. Portanto, não é para ser criada uma matéria específica, a menos que seja curso de pós-graduação e extensão e outros relacionados à área específica e havendo necessidade, é facultada a criação da disciplina.

Os professores em todos os níveis e disciplinas também estão resguardos pela referida legislação ao prever que eles deverão sair das universidades com essa base teórica e, para aqueles já em atividade, deverá ser oferecida uma formação complementar.

A Educação Não-Formal tem como responsável pela sua execução o Poder Público. E ele faz isso com a difusão de ideias através de programas e campanhas educativas, desenvolvimento de programas em parceria com escolas, universidades e ONG’s, sensibilização da sociedade, ecoturismo.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por fim, esta lei 9795/99 fala que um órgão gestor será o responsável pela execução desta lei, fala das atribuições deste, das questões de recursos.

 

E a sua cidade? Está fazendo a parte dela? E a sua escola, universidade? Também?

Que tal cobrarmos?! Que tal, fiscalizarmos?

 

Em Niterói encontrei uma matéria no caderno de bairro do jornal O Globo, do ano passado, que cita quatro escolas daqui que realizam atividades neste sentido, que são: Escola Cultural Mosaico; Aldeia Curumim; Miraflores e Estação do Aprender. Entrei em contato com as secretarias de Educação e a de Meio Ambiente que me informaram também ter este projeto nas escolas municipais.

Ações como essas são importantes.

Vamos cultivar e disseminar estas idéias?!

Educação Ambiental nos Municípios

Boa tarde!

Pesquisando notícias sobre a educação ambiental no Brasil, me deparei com uma notícia muito interessante no http://www.tamoiosnews.com.br/turismo/caraguatatuba-turismo/cerca-de-10-mil-pessoas-participam-da-campanha-de-educacao-ambiental-verao-no-clima/

É muito bom ver que existam municípios e pessoas interessadas neste assunto tão importante e abrangente, pois a falta de educação ambiental desde a infância faz, inclusive, com que os gestores de hoje e um amanhã bem próximo tenham dificuldades em capitar a necessidade de práticas sustentáveis na vida das empresas, patrocínio de projetos sócio-ambientais e na própria vida particular de todos.

Quem ainda não leu a matéria, fica a dica!

Uma excelente tarde a todos!

Paz e Bem!

 

 

LEGISLAÇÃO AMBIENTAL – LEI 9795/99

A Educação Ambiental foi introduzida no Brasil, de fato, em 1973 com a criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente. Em 1984 o CONAMA apresenta uma resolução com as diretrizes para Educação Ambiental, porém não foi tratada e só em 1999 é que foi a aprovada a Lei 9795/99.

A Lei 9795/99 dentre tantas abordagens fala sobre a definição de Educação Ambiental em seu artigo 1º: “Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.”

No Artigo 2º ressalta que ela é “componente essencial e permanente da educação nacional”, tanto no âmbito formal como informal.

É importante termos conhecimento sobre esta, assim como tantas outras legislações ambientais, para que possamos reivindicar nossos direitos. Cuidar do meio ambiente é fundamental para que tenhamos uma vida saudável seja hoje, seja em um futuro próximo ou longínquo.

Ninguém quer viver em um ambiente 100% artificial, poluído, doente e adoecer. Pois é isso que irá acontecer se continuarmos olhando os hábitos sustentáveis como trabalhosos ou dispendiosos.

Por fim, para fecharmos esta primeira abordagem acerca desta Lei, em seu artigo 4º e 5º, ela discorre sobre os princípios básicos e objetivos fundamentas da Educação Ambiental:

“Art. 4o São princípios básicos da educação ambiental:

I – o enfoque humanista, holístico, democrático e participativo;

II – a concepção do meio ambiente em sua totalidade, considerando a interdependência entre o meio natural, o sócio-econômico e o cultural, sob o enfoque da sustentabilidade;

III – o pluralismo de idéias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade;

IV – a vinculação entre a ética, a educação, o trabalho e as práticas sociais;

V – a garantia de continuidade e permanência do processo educativo;

VI – a permanente avaliação crítica do processo educativo;

VII – a abordagem articulada das questões ambientais locais, regionais, nacionais e globais;

VIII – o reconhecimento e o respeito à pluralidade e à diversidade individual e cultural.

Art. 5o São objetivos fundamentais da educação ambiental:

I – o desenvolvimento de uma compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações, envolvendo aspectos ecológicos, psicológicos, legais, políticos, sociais, econômicos, científicos, culturais e éticos;

II – a garantia de democratização das informações ambientais;

III – o estímulo e o fortalecimento de uma consciência crítica sobre a problemática ambiental e social;

IV – o incentivo à participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania;

V – o estímulo à cooperação entre as diversas regiões do País, em níveis micro e macrorregionais, com vistas à construção de uma sociedade ambientalmente equilibrada, fundada nos princípios da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade e sustentabilidade;

VI – o fomento e o fortalecimento da integração com a ciência e a tecnologia;

VII – o fortalecimento da cidadania, autodeterminação dos povos e solidariedade como fundamentos para o futuro da humanidade.”

Uma ótima tarde a todos!

Paz e Bem!

STF julga Código Florestal e mantém anistia a desmatadores ilegais

Boa tarde!

Olha a notícia que saiu no dia 01/03/2018 no site do Greenpeace…. Precisamos refletir a respeito e lutar para que as coisas aqui neste país sejam mais éticas.

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (28) o julgamento das quatro ações que questionavam a constitucionalidade da Lei 12.651, conhecida como novo Código Florestal, sancionada em 2012 pela então presidente Dilma Rousseff. O STF tinha nas mãos a possibilidade de desfazer alguns dos absurdos que passaram a vigorar com o novo Código – que define o que tem de ser preservado e reflorestado no país -, mas decidiu manter o ponto mais problemático da nova lei: a anistia a agricultores que desmataram ilegalmente até 2008.

“O novo Código foi feito para anistiar o crime ambiental e beneficiar aqueles que apostam na impunidade. Escreveram uma lei que usa o pequeno produtor – e aqueles que realmente merecem tratamento diferenciado na lei – para presentear grileiros de terras e as máfias que operam na floresta. Este embuste foi o principal provocador de todos os questionamentos na Justiça. O benefício real à criminosos pode ser visto nos mais 31 mil km2 desmatados na Amazônia desde que o código entrou em vigor, além do alarmante aumento da violência e disputa por terras”, avalia Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.

“Hoje, vemos muitas lideranças ruralistas e do agronegócio comemorarem o código florestal que eles escreveram pois, até agora, o desmatamento não parou e as anistias aos que lucram com a derrubada de nossas matas está garantida. Mas é importante ficar atento porque, quando novos crimes forem registrados e punidos, poderemos ver o discurso mudar e dirão que este mesmo código florestal já não funciona mais e precisa novamente ser reescrito, abrindo as portas para novas anistias”, complementa Astrini.

O STF começou a analisar as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs), propostas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e o PSOL, em novembro do ano passado, quando o relator dos processos, ministro Luiz Fux, votou pela derrubada do perdão a multas, mas a maioria dos ministros não seguiu a sua decisão. As ADIs questionaram a inconstitucionalidade de mais de 40 pontos do novo Código.”